PAÍS

O último discurso de José Eduardo dos Santos.

No seu último discurso como líder do Governo saído das eleições de 31 de Agosto de 2012, o Presidente José Eduardo dos Santos enalteceu o espírito de união e capacidade de reagir às adversidades da sua equipa de trabalho, a quem atribui o mérito pelo facto de o actual mandato governamental seja caracterizado pela estabilidade política e social.

Dia emocionante na derradeira sessão do órgão consultivo do Chefe de Estado
Fotografia: Francisco Miudo | Angop

“Esta capacidade de encontrarmos rapidamente soluções para superarmos os problemas mais prementes e de nos adaptarmos às contingências objectivas dos contextos internos e externos foi um dos traços fundamentais que caracterizaram o mandato do actual Governo”, afirmou José Eduardo dos Santos.
Investido no cargo no dia 26 de Setembro de 2012, o Presidente da República recordou que o país vive desde 2013 uma situação económica e financeira difícil, sobretudo com a baixa acentuada do preço do petróleo no mercado internacional. “Isso obrigou-nos a reajustar o nosso Programa de Governo e, por conseguinte, a redefinir as despesas públicas para que fosse possível assegurar a sustentabilidade da nossa agenda de desenvolvimento”. Segundo o Presidente da República, o quadro macroeconómico resultante da queda do preço do petróleo no mercado internacional obrigou a adopção de uma estratégia para fazer face à crise e iniciar um novo ciclo económico de estabilidade, não dependente do petróleo como principal fonte de receita fiscal e de exportações do país.
“Foi importante termos encarado a crise económica e financeira como uma oportunidade para nos libertarmos da dependência excessiva desse produto e para acelerarmos o processo de diversificação da economia, através do aumento da produção interna, da redução das importações, do fortalecimento do tecido empresarial nacional, da promoção e criação de emprego e da diversificação das fontes de receitas fiscais e de divisas”. O Presidente da República elogiou a entrega e o espírito de colaboração dos membros da sua equipa de trabalho, desde o Vice-Presidente da República, ministros de Estado, Governadores provinciais e Secretários de Estado. “Se superámos e vencemos os múltiplos obstáculos, foi porque vocês souberam colocar à disposição do país as vossas capacidades, aptidões, conhecimentos e vontade de triunfar, assumindo com responsabilidade e sentido de Estado os deveres de que estão incumbidos pela Lei e pela Constituição da República”.
O Chefe de Estado considerou o processo eleitoral em curso fruto do trabalho de quem sempre acreditou no futuro de Angola. “É a prova de que as sementes lançadas à terra estão a germinar e de que o povo angolano vai de certeza colher bons frutos a médio prazo”, assinalou o Presidente, sustentando que “juntos fomos sempre mais fortes e decisivos para manter o rumo do país no caminho certo da unidade nacional, da paz, da justiça social, do desenvolvimento e da consolidação da democracia”.
No final, deixou uma mensagem de gratidão a “todos os que tornam possível esta grandiosa obra de edificação de um país que pretendemos que seja moderno, próspero e forte” e deixou uma palavra de apreço aos técnicos e a todo o pessoal que assegura a realização das sessões do Conselho de Ministros e das suas Comissões de Trabalho. O Presidente da República considerou a ocasião propícia para exprimir gratidão aos jornalistas que cobrem e divulgam o conteúdo das sessões do Conselho de Ministros.

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Categorias:PAÍS, POLÍTICA

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